quinta-feira, 29 de julho de 2010

PREVENÇÃO

Hepatite B é agressiva em criança e adolescente

As hepatites virais são tão silenciosas quanto ameaçadoras. A vacina para criança é livre nos postos de saúde

Os tipos mais severos de hepatite podem também ser as formas mais silenciosas e perigosas da doença. A janela imunológioca (tempo em que os sintomas não são aparentes) pode ser de 20, 30 anos. Por outro lado, a forma de contaminação é extremamente simples.

A hepatite B, em crianças e adolescentes, é bem mais agressiva. Tanto que, em 70% desse público, a enfermidade vai desenvolver-se, enquanto entre os adultos o índice varia de 5% a 10%. Além disso, a do tipo B pode ser transmitida pelo sangue, pelo leite materno, na gestação ou mesmo durante o parto e o ato sexual.

Os riscos de contrair a doença estão desde um relacionamento sexual até ao fazer a unha ou tratamento dentário. Para alertar sobre as formas de transmissão, tratamento e prevenção, na Praça do Ferreira aconteceu, ontem, mobilização pelo Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

Distribuição de material informativo, realização de gincanas educativas, distribuição de 15 mil preservativos masculinos, demonstração de uso da camisinha e do preservativo feminino ajudaram a atrair a população, assim como apresentações artísticas cujo tema central era o combate às doenças.

De acordo com a coordenadora municipal de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), Aids e hepatites virais, Renata Mota, esses tipos de inflamações no fígado têm variedade grande de transmissão. No caso da Hepatite C, além da transmissão vertical e sanguínea, a contaminação pode acontecer pelo contato com material perfuro-cortante, como barbeador, material de manicure e de tatuador. "O vírus é muito potente, pois resiste dias nesses ambientes, até numa escova de dente", explica.

No Brasil, a estimativa é que entre dois e três milhões de pessoas tenham hepatite B e C. Esses dois tipos de vírus merecem atenção especial porque podem desenvolver as formas crônicas da doença, podendo evoluir para cirrose e câncer de fígado, mas há também hepatites A, D e E, que são virais.

Como Renata Mota explica, os trabalhos de prevenção são feitos, em Fortaleza, junto ao Programa Saúde da Família (PSF), ao Núcleo de Educação e Saúde da Prefeitura e em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC).

Além disso, a coordenadora informa que em toda Unidade Básica de Saúde tem vacina contra hepatite B. Não foram levadas doses para a Praça do Ferreira, ontem, porque são necessárias três doses - a segunda ocorre 30 dias após a inicial e a terceira, seis meses depois da primeira.

O trabalho de prevenção deve ganhar reforço, ainda neste ano, com campanha que o Ministério da Saúde (MS) vai fazer junto a salões de beleza e estúdios de tatuagem e "piercing".

Fora isso, mantém-se a distribuição de preservativo masculino, porque tanto a hepatite B como a C podem ser transmitidas na relação sexual em que ocorre troca de sangue, mesmo que mínima e imperceptível.

MARTA BRUNOREPÓRTER

Fonte: Diário ndo Nordeste

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